Fora do comum?

Não, eu nunca li um livro sequer do Crepúsculo, nem Harry Potter, quanto mais Percy Jackson, Jogos Vorazes ou Divergente. Não tenho instagram, não vivo com minhas unhas pintadas, não sou fã de séries de TV. Não ligo muito para maquiagens, fico de pijama o dia todo, leio livros velhos, novos, e adoro a biblioteca da minha escola. Sou fã dos contos e crônicas, Edgar Alan Poe, Luís Fernando Veríssimo  e autores chamados John. (Não estou querendo dizer que tudo isso é ruim, porque não é. Eu apenas não costumo seguir essas coisas que com o tempo viram moda.)

Aparências não me impressionam, o que pensam de mim não faz muita diferença, até porque é impossível alguém negar que não se importa com isso. Hoje eu estava assistindo Um Amor para Recordar. A Jamie disse ao Landon que  não se importava com a opinião das pessoas sobre ela. Mas bastou alguns minutos, e ela foi ridicularizada em público. Se ela não se importasse mesmo, com certeza viraria as costas e continuaria a fazer o que estava fazendo antes, como se nada tivesse acontecido. Mas como eu disse, mesmo que seja uma possibilidade entre dez mil, você se importa sim.

Gosto de ouvir Paramore e Barlow Girl, mesmo que a maioria não saiba que Paramore voltou e Barlow Girl acabou. Não tenho muitos livros, mas pretendo ter duas bibliotecas na minha casa. Odeio o fato de que a biblioteca da minha escola está sempre vazia, porém amo o silêncio que há nela quando os alunos super mal educados não estão presente. Sério, pra eles a vida se resume em namoro, festas, comida, internet e dormir. Estudar não tem um pingo de importância, futuro é uma coisa que nem passa pela mente deles; é bem provável.

Também não sou muito encanada com problemas sociais. Minha opinião é: eles estão aí e sempre estarão. Manifestações e revolta são igual ao socialismo: uma fase temporária que resolve os problemas atuais, mas concretizando, continua tudo a mesma porcaria de sempre. A sociedade nunca vai mudar, o homem não evolui, não cresce, está regredindo cada vez mais. Que posso eu fazer a não ser a minha contribuição tentando deixar um pouco de cultura e consciência no mundo?

Você pode achar que não, mas eu me acho fora do comum. E espero sempre ser assim, caso o contrário, quando eu me conformar com rótulos e padrões, me interne.

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Um comentário sobre “Fora do comum?

  1. O comum é um rótulo, mas a periferia do comum também é. Os outsiders de hoje são os que seguem o estilo underground – e até esses são convidados para as festas.
    Anda difícil estabelecer definição, né? Então eu também prefiro um “sei lá”. O que escuto, leio e vejo me define tanto quanto o que como, com quem saio e o que penso ou o que faço, uso e cheiro. Nem muito, nem pouco. Ainda bem que às vezes conseguimos um “te amo” nas primeiras conversas do chat, porque assim conseguimos mais amigos!
    Tão bom ler metade do livro e fingir já saber sua história, né?
    E é assim que a ironia domina o mundo.

    Gostei do texto, Esther. Me fez pensar (deu pra perceber pelo blablabla aí em cima, né?). =)

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